sexta-feira, 3 de maio de 2019

EDP Rock'n'Roll Madrid Marathon 2019



Como de costume para quem foi seguindo os últimos dias nas redes sociais sabe o resultado da minha ida à maratona de Madrid, no entanto há tanto para dizer e contar que decidi fazer uma publicação sobre o assunto! E preparam-se porque vai quase de certeza sair um pequeno testamento.


É claro que a preparação para uma maratona implica sempre uma certa logística, planeamento de treinos e preparação para o dia da maratona. Mas eu queria fazer uma maratona internacional e Madrid encaixava mesmo bem nos planos (atenção que quando tomei a decisão ainda não estava anunciada a Maratona da Europa)


Também para quem não sabe a maratona de Madrid teve uma alteração de data devido a eleições legislativas em Espanha, sim depois de tudo já marcado e organizado... Mas com alguma ginástica lá ficou tudo resolvido!

Um conselho transversal de todos foi sempre planear tudo bem para que o fim de semana seja uma experiência agradável e inesquecível e foi provavelmente o melhor conselho que me poderiam dar! 
É verdade que foi tudo planeado ao pormenor desde viagens de avião, hotel,
comida, o que levar comigo, o tempo das viagens do hotel para a partida e ainda deu para planear a forma como ter a minha mulher e a minha filha na rotunda das artes mesmo antes da meta no dia da maratona.
Felizmente correu tudo exactamente como planeado.


Agora uma pouco mais sobre a prova, o meu primeiro contacto com a organização
foi na sport expo e só tenho mesmo coisas positivas a dizer. Também é importante dizer que devo ter sido das primeiras pessoas a entrar no dia anterior à prova por isso deu para ter a atenção de quase todos os stands que
estavam presentes. Mas se há coisa que posso dizer é que o tamanho e a organização são totalmente diferentes das provas portuguesas que conheço. Passei uma boa parte da manhã a explorar e a falar com expositores e atletas o que ajuda a entrar no espírito da maratona! 


Depois do almoço ainda fui fazer a minha corrida de activação e "sentir" as ruas de Madrid e o que senti foi a inclinação da cidade mas ainda assim sentia-me muito bem, as pernas levezinhas e com aquele nervoso miúdinho a crescer. Estava estranhamente calmamente nervoso... Não me sentia ansioso mas queria muito começar a viver a prova, e acabei por me deitar cedo e adormecer praticamente logo (também tinha ido no voo das 7:00 para Madrid também deve ter ajudado) 

O dia da maratona também começou cedo! Eram 7:00 e já de pequeno almoço tomado e com tudo preparado lá fui eu fazer a curta viagem de metro até à estação do Paseo de la Castellana, estava fresco o que era um bom sinal para a prova mas também sabia que com o passar do dia a temperatura ia aumentar. 

Com calma tratei dos últimos pormenores vestir os manguitos, ajustar os atacadores e dar-lhes os 3 nós para não haver surpresas, colocar os geles nos sítios, ajustar o dorsal, por no braço o plano de pace para ir consultando e por fim as cápsulas de sal no bolso dos calções. 
Lá fui eu para o bengaleiro, mais uma vez extraordinariamente bem organizado com a entrega feita pelo o último número de dorsal, deixei as minhas coisas e dirigi-me para os WCs portáteis, o tendão de Aquiles de quase qualquer prova que eu conheço, e havia um número impressionante deles e também umas filas já para o compridas mas tudo dentro da normalidade.

Fiz o meu aquecimento antes de seguir para a minha caixa de partida e lá fui eu aguardar a partida. A minha caixa era a das 3h30 e acabou por ser uma óptima situação porque na realidade o plano de treinos dava para um tempo de 3h17 (acho que só partilhei este objectivo antes da prova com a minha mulher e com o Fábio Lima) até porque na minha cabeça eu não estava bem preparado para fazer esse tempo porque provavelmente
implicava sofrer a maratona inteira e eu queria aproveitar toda a prova, mas voltando à partida tinha os primeiros 5km para fazer num ritmo à volta de 4'50-4'55/km e a maioria das pessoas que saíram nesta caixa saíram praticamente da linha de partida com esse ritmo.


E assim foi os primeiros 5km em subida a um ritmo muito controlado e a acreditar mais no plano que tinha sido traçado para esta maratona pois aos 5km estava com 24'09" ou seja 4'50/km. E finalmente ao 6km o percurso era a descer e com o primeiro abastecimento, apesar de ainda não ter propriamente sede mais uma vez voltei aos conselhos do Fábio que me dizia no dia anterior para beber em todos os pontos de abastecimento que a humidade em Madrid se faz sentir... E mesmo sem sentir grande necessidade bebi (talvez a coisa mais inteligente que fiz em toda a prova). As pernas continuavam bem soltas e apesar dos altos e baixos o facto é que as pernas e o público iam empurrando para ritmos mais rápidos e a cabeça tentava fazer exactamente o contrário...

E é depois do segundo posto de abastecimento que estava colocado perto do 9km que comecei a pensar que ia realmente dar para fazer menos de 3h20 sobretudo se tivesse juízo e curiosamente isso também implicava "sentir" a maratona e olhar para a cara de quem vinha a correr comigo e incentivar, ser incentivado, cumprimentar as crianças ao longo do trajecto e correr para o quilómetro 41 onde estaria a minha mulher e filha! 

E os quilómetros foram passando e eu praticamente não dei por eles passarem por mim, de tal maneira que não marquei mais de metade dos quilómetros no relógio... No quilómetro 15 foi a altura de tomar a minha primeira cápsula de sal, o gel e mais água e continuar... Provavelmente num ritmo demasiado forte mas a verdade é que me sentia confortável! 

Do quilómetro 20 ao 25 é impressionante a quantidade de gente na rua a apoiar quem passa!! De repente dei comigo a pensar que estava numa etapa de ciclismo da volta à França é realmente indescritível e é impossível ficar indiferente, há um quartel de bombeiros que fica no percurso pouco depois da Praça  do Sol em que os carros estão à porta e com as sirenes a tocar e a puxar pelos corredores!! 
Perto do Palácio Real eu e mais uns quantos quase que íamos atropelando umas turistas que tentaram atravessar a prova... Felizmente correu bem mas podia ter sido complicado tanto para quem corria como para as turistas.

Depois seguiu-se a casa de campo a parte com menos público de todo o percurso e não menos exigente... Mas sempre em bom ritmo até aos 36km em que o percurso voltava novamente a entrar em subida prolongada! 

Apesar de ter sido bem avisado talvez tenha ido a um ritmo demasiado forte e comecei a ficar menos folgado, ainda confortável mas as pernas já não estavam tão soltas mas tinha a motivação extra da família à minha espera bem perto da meta!! 

Foi nesta altura que o apoio do público foi mais importante para mim e para muita gente que ia ficando pelo caminho a andar, até um bolo folhado me ofereceram e que eu comi com enorme satisfação, foi a única coisa não planeada que comi mas como tinha o abastecimento com água aos 40km não me preocupei! 

O abastecimento dos 40km veio a calhar mesmo bem, uma garrafa de água numa mão e na outra de poweraid e foram as duas num instante, nesta altura o calor já se fazia sentir mas eu nem me lembrei de tirar os manguitos!! Pois tinha a maior motivação mesmo ao virar da esquina. Assim que passei o quilómetro 41 sabia que estava perto e ainda antes de entrar na rotunda antes do Paseo del Prado abrandei um pouco mais o ritmo, pois não ia passar na rotunda sem ver a minha mulher e filha!!


E assim que entrei na rotunda lá estavam as duas do lado esquerdo a agitar a bandeira de Portugal e eu alarguei a trajectória para lhes dizer olá (nesta zona segundo o strava andei a 6'10/km). É difícil explicar a emoção e o sentimento de orgulho que me preencheu naquele momento ver o sorriso e o brilho nos olhos da minha filha ouvir a minha mulher a puxar por mim é indescritível para mim a minha prova estava feita pois sabia que agora era menos de um quilómetro (mesmo que sempre a subir) para a meta! 

Com a bandeira de Portugal na mão, com a emoção de felicidade estampada no rosto, com todo o apoio da impressionante dos espectadores que puxam por que passa incansavelmente lá arranquei novamente para o meu ritmo e pensei acabo na minuto 18 e acelerei até cruzar a linha da meta! Acabei com um tempo impressionante para mim, 3h18:57!



O sentimento de euforia misturando com o cansaço de quem acabou de correr uma maratona fez com que me virasse para a meta e comecei a gritar para quem vinha a acabar!! 

Lá segui para receber o saco com as ofertar, a banana e a medalha. E há um pormenor muito importante.. A medalha é linda!
Foi uma maratona espectacular o facto de ter feito uma prova de trás para a frente acabou por ajudar muito... Fui sempre subindo lugares passando por pessoas e tentando que não desistissem de correr porque eu também já passei por isso e ter alguém a ter a passar a puxar por nós faz muita diferença! 

Assim que acabei pensei em todos os que de uma forma ou de outra me ajudaram a tornar esta maratona uma realidade. Em primeiro lugar a minha família pelo apoio e pela paciência de me aturarem nestas andanças, depois os colegas de trabalho que tornam possível a ida para Madrid mesmo com as alterações da prova e depois um agradecimento a todos os que treinaram comigo mas em especial para o Pedro Amaro, o Fábio Lima, a Miriam Martins, o João Costa, o Tiago de Castela e o Hugo Barbosa. 

O mais impressionante da corrida é que realmente é um desporto individual mas que o colectivo acaba por ser o mais importante!! Pois queremos que as pessoas que se cruzam connosco se superem e que cheguem aos seu objectivos e haverá sempre uma palavra de apoio e de suporte quer as coisas correm bem mas sobretudo quando correm menos bem!! 

Por isso este resultado é tanto meu como vosso!! Obrigado por tudo. 

Fica uma versão resumida e provavelmente mais longa do que deveria mas havia tanto mais para contar!!




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Massa fresca de Espinafres


Como já deve ter dado para perceber cá em casa gostamos de cozinhar! E meio a pedido da minha filha e meio por sugestão minha decidimos que íamos fazer esparguete.

E como a "ocasião faz o ladrão" e estava a fazer sopa para todos e a cozer espinafres e lembrei-me de incluir os espinafres na massa e fazer esparguete verde!
E o resultado fica bem engraçado com a vantagem de poderem incluir mais um bocadinho de vegetais mesmo naqueles que normalmente torcem o nariz.

A receita na verdade não tem assim nada de especial uma vez que usei a minha receita básica de massa (na realidade tive que ajustar a quantidade de farinha para que a massa não ficasse demasiado húmida mas ainda assim não modifica grandemente a receita original)

O que vos posso dizer é que para além de visualmente apelativa fica também saborosa.
Um elemento que apesar da não essencial mas que dá muito jeito é mesmo a maquina para fazer massa!

Mas a receita é mesmo super simples...

Ingredientes:

300 g de farinha tipo 65 sem fermento
60 g de espinafres congelados (convém deixar descongelar totalmente)
3 ovos médios
1 c.s de Azeite

Preparação:

- Formar uma cavidade no centro da farinha e adicionar os espinafres, o azeite e os ovos, ligeiramente batidos com um garfo. 
- Arrastar a farinha dos bordos para o centro e amassar até ter uma massa homogénea. Formar uma bola com a massa, embrulhar em película aderente ou tapar com um recipiente e deixe repousar à temperatura ambiente durante 15 a 30 minutos. Após o repouso, dividir a massa em 4 ou 6 porções.
- Espalmar cada porção com a mão antes de a passar na máquina e começar no nível 0. Dobrar a lâmina da massa em três e repetir o processo no nível 0. Diminuir gradualmente, até obter a espessura desejada.
- Polvilhar a massa com um pouco de farinha sempre que necessário para evitar que esta se agarre e seja mais fácil de trabalhar.
- Para cozer se for imediatamente após a preparação uns minutos chegam para a cozer totalmente.

Espero que gostem e até à próxima



RnR Madrid Maratón - Semana 5

Boa noite e já é domingo novamente o que significa que é dia de balanço semanal!

Esta semana foi bem puxada quer a nível de quilómetros percorridos mas também em intensidade, mas vamos lá dividir isto por dias.


Na segunda feira em vez dos 8km habituais foram 10km planeados e mais três extra, a ritmos bem interessantes mas ainda a trabalhar em zona 2.

Na terça feira foi dia de recuperação mas a distância foi de 11km e as pernas estavam a precisar
porque na realidade tinha deito 22km no domingo passado e ainda não tinha descansado!

Na quarta como habitual foi dia de séries 10x400m e correu as mil maravilhas no ritmo pretendido e com níveis de esforço dentro do que se pretendia!

Na quinta tinha mais 11km em zona 2 e foi exactamente o que fiz, cumprido exactamente à risca! O problem desse dia é que iria trabalhar a noite toda e já estava a pensar como é que ias ser o treino de sexta e Sábado...




Na sexta tinha mais 10km em zona 2 e assim foi mas tudo custou... As pernas não queriam e a mente também não e quando assim é torna tudo mais difícil... só lá para o 7ºkm é que comecei a verdadeiramente a aquecer. 

Sábado, o dia mais complicado desta semana 3x3000m.... E das coisas mais complicadas que fiz neste plano de treino! O dia não estava propício a fazer séries uma vez que o vento era maus que muito, e a séries que fiz a favor do vento foi espectacular o problema foram mesmo as outras duas que   me deixaram de rastos.








E no Domingo, foi dia de mais um longo e o que vos posso dizer é que companhia os longos até nem parecem assim tão longos. Hoje éramos só três o Pedro, a Miriam e eu e como já tinha sido na semana passada fui praticamente os 23km a falar com o Pedro! Os quilómetros passaram num instante e rapidamente estava a acabar os meu 23km e o Pedro segui para fazer os 30km dele!
E assim acabei a minha semana com 95,6km feitos.

No entanto a pior noticia surgiu no na Sexta feira em que foram anunciadas as eleições em Espanha para o mesmo dia que a Maratona! Ou seja ainda não se sabe bem como é que vai ficar a situação da matrona, o tempo o dirá e se a conseguirei correr!




Até para a semana!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

RnR Madrid Maratón - Semana 4 de Treinos

Eu sei que devia começar pela primeira semana... mas como não houve tempo terá que ser mesmo a semana 4. E que bela semana foi esta, talvez uma das mais produtivas que me lembre!


A semana foi composta por 7 treinos de corrida, 2 de reforço muscular e fui ao meu amigo rolo de
espuma praticamente todos os dias.

Segunda-feira: 8km, feitos em Zona 2 como vão perceber muitos dos meus treinos baseiam-se em treinar em ritmos confortáveis e o que mais gosta desta forma de treinar é que raramente sinto que estou fora dos meus limites e caminhar para ficar completamente esgotado.

Terça-feira: 11km Zona 2, ritmo médio de 4:43/km uma vitória tendo em conta o terreno e alturas houve em que saí da zona 2 e fiz em zona 3, ainda assim sempre controlado!

Quarta-feira: 10 minutos de aquecimento + 10km Tempo + 10 minutos de arrefecimento, este sim foi um daqueles treinos que se começa a ver alguns resultados do treino! Foram 10km a 4:20/km e chegar ao fim com o sentimento que se fosse preciso puxar mais um bocadinho ainda dava (mas não muito mais)

Quinta-feira: 11km de Recuperação: E é nestes treinos que está para mim a maior diferença para a evolução que vou tendo, correr devagar para recuperar as pernas é tão ou mais importante que correr rápido. Foi de tal maneira descontraido que acabei por me perder mesmo por me perder e ainda fazer uns quilómetros de bonús!

Sexta-feira: Mais 8km em Zona 2 desta vez a 4:40/km sempre a bom ritmo para por mais uns quilómetros nas pernas!

Sábado: 7km Zona 2, treino falhado e o único ponto menos positivo desta semana de treinos, o planeado era fazer 10km mas na realidade quer fosse pela hora (6:40) ou pelo cansaço de uma semana de trabalho e treinos a verdade é que só foi possível fazer 7km... e com algum sofrimento e sem tempo para mais.

Domingo: O dia começou cedo e combinei com a Miriam, o bem cedo às 7:00! E o melhor é que fui eu quem se acabou por atrasar... Mas por volta das 7:20 já estavamos os quatro a correr com um zitmo bem simpático lá fomos nós em conversa.
Não deu para fazer as distância que estava programada mas ainda assim saiu um óptimo treino 22km a 4:46/km e terminando assim uma semana que apesar de não ser exactamente o planeado também não andou longe e com sensações muito boas!


domingo, 13 de janeiro de 2019

A caminho da Maratona de Madrid


Ainda antes ainda do natal já o ano desportivo de 2019 andava a ser planeado e preparado.

Surgiu a oportunidade de ir correr a Maratona de Madrid e sim sei que no é o percurso ideal para tempo mas fazer a minha primeira maratona internacional vai que nem ginjas 🤣

E porque correr maratonas não é por pé à frente do outro, bem é basicamente isso durante muitos quilómetros de preparação e com uma estrutura e propósito muito específico. Portanto foi delineado um plano a seguir, plano esse que começa já amanhã!

Serão à volta de 1500km de treinos para fazer 42,195km! Um plano com 15 semanas e com a semana com menos quilómetros com cerca de 80km e a mais pesada com 140km...

Mas com muitas outras provas no meio mas com o objectivo maior traçado a maratona a 28 de Abril em Madrid!

Mas com o compromisso e com a vontade de fazer melhor! E prometo que vos tentar deixar mais ou menos a par do que se for passando seja aqui, no Instagram ou Facebook!

Bons treinos malta de certeza que ainda nos encontramos por aí a correr! 🎽

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

São Silvestre de Lisboa e da Amadora



Este ano sem que nada o tivesse previsto acabei por fazer duas São Silvestres separadas por apenas dois dias!

Como devem ter percebido a São Silvestres de Lisboa acabou por ser uma surpresa para mim, no evento dos 10kapas foi-me sorteado um dorsal e eu como é óbvio que fui!

Em primeiro lugar devo dizer que se alguém tiver aspirações a fazer bons tempos nestas provas escolham uma (e incluam também a dos Olivais). Mas se realmente o objectivo for tempo a de Lisboa é para mim o percurso melhor das 3.

Mas voltemos à São Silvestre de Lisboa, prova na qual nunca tinha participado (dando sempre preferência à da Amadora que explicarei na publicação dedicada à São Silvestre da Amadora) e que impressiona logo pela quantidade de inscritos!

A organização da prova é impecável e logo no dia anterior quando foi para levantar o kit de atleta se começa a sentir que realmente tem que haver organização para as coisas correrem bem.

O meu dorsal era para a caixa de partida de sub-50 da primeira vaga o que significa, mesmo sem grande aspiração de um grande tempo, passar algum tempo aos zig-zags depois da partida.

O no dia da prova estava frio (não tão frio como no 31 na Amadora) o facto de existir um bengaleiro é uma enorme vantagem lá fui eu até a Praça D. João V deixar as minhas coisas sem qualquer espera e stress e fui já a trote para os Restauradores com a ideia de fazer lá o aquecimento.
Quando cheguei lá a elite feminina já estava a fazer o aquecimento e é realmente espectacular poder fazer o aquecimento com atletas de topo (e sim estão realmente a outro nível).

A faltar perto de 15 minutos fui para a entrada do meu bloco de partida com muita confusão, muita gente e a tentar não arrefecer muito e é neste momento que então dá para perceber a dimensão desta prova muita gente pela frente e uma multidão para trás e um ambiente de festa muito bom.

Como previsto o primeiro quilómetro foram difíceis com muita gente e um ritmo muito inconstante sendo que o desnível negativo ajudava a manter um decente os dois seguintes também ainda muito preenchidos já foram mais constantes e foram ambos a 4:21/km. Pelo quarto quilómetro sentiam-me solto e ainda acelerei mais um bocado e fiz a  4:16/km e o quinto a 4:17/km.
O sexto quilómetro era o último plano e o último abaixo de 4:30 até porque não era para dar tudo (sempre com a São Silvestre da Amadora em mente) e era também por esta altura que andava à procura da minha filha e mulher que me tinham ido ver correr.
E sempre uma alegria imensa ter a família a puxar por nós e mais um alento para o resto que faltava e o que faltava era o mais difícil.
Toda a gente fala na subida ao Marquês de Pombal e é uma subida dura mas nada comparada à tortura que o traçado da Amadora. Ainda assim são praticamente 3 quilómetros de subida todos feitos naquele dia a 4:32, 4:35 e 4:37/km mas sem sentir que estava no limite. E tudo o que sobe tem de descer e o último quilómetro é uma loucura se descida que foi feita a 4:02/km e que se fosse com tudo certamente ficava abaixo dos 4:00.
Um tempo de 44:14 que foi bem melhor que o esperado e a fazer contas de como é que seria dali a dois dias...

Apesar de muita gente na chegada as coisas são muito ordeiras e as mantas de sobrevivência e a rápida entrega dos pertences no bengaleiro ajudam à experiência muito agradável de participar nesta prova!

Em conclusão é uma prova muito bem organizada com uma participação espectacular e com muito bom ambiente!


No dia seguinte a correr a São Silvestre de Lisboa lá estava eu a levantar o kit de atleta para outra desta vez a da Amadora!Em relação ao kit de atleta já o tinha dito no meu Instagram que foi o melhor kit que recebi o ano passado.

Eu posso já dizer que a São silvestre da Amadora tem um encanto especial para mim uma vez que foi a primeira prova que senti que estava a correr a "sério" eu explico melhor, até correr a primeira vez a São silvestre da Amadora eu só tinha participado nas minimaratonas da edp que basicamente todos sabemos que é praticamente impossível correr 😁 e na Amadora senti pela primeira vez o que era sentir correr como um "atleta" (se bem que ainda hoje tenho dificuldade em pensar em mim como atleta).
A São silvestre da Amadora tem um público especial que aplaude, puxa e que se entusiasma com quem vai a correr!


Vou ser sincero no dia não estava mesmo com as melhores sensações aliás ainda sentia as pernas cansadas o que para mim não me parecia um bom prenúncio...
Na partida e já com a decisão tomada que ia fazer a subida com o Fábio a esticar e depois ir com ele o máximo de tempo possível e assim foi até ao 5km ainda o fui acompanhando mas depois não deu para mais e lá o deixei de ver e começava a minha corrida comigo próprio sempre com a ideia que ainda seria possível fazer o meu melhor tempo na Amadora mesmo faltando a subida dos comandos e a subida da Rua António Feijó ainda havia esperança e assim foi, sempre com calma mas com a ideia que ainda falta aque bocado que subia até à meta! Foi a dar tudo que ainda deu para chegar aos 43:54 o meu melhor tempo na Amadora.


Não conseguia imaginar um melhor fecho de um ano que me correu bem quer a nível da corrida, profissional e pessoal.


Agora já com planos traçados para 2019 só espero que este ano seja tão bom como o de 2018!



sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Sonhos de Forno



Eu sei que a época natalícia e o ano novo já passaram mas só agora é que as coisas acalmaram um bocadinho para eu partilhar convosco a receita dos sonhos que fiz no forno.

No passado já tive alguns percalços com a massa dos sonhos... Desde a farinha não ficar bem homogénea ao ovos não ficarem bem misturados...

Por isso desta vez tentei uma coisa um bocadinho diferente mas sobretudo aprendendo com os erros do passado. Não é que seja uma massa difícil de preparar mas que de facto tem que se ter atenção a dois pontos críticos que vou frizar bem na preparação para não vos acontecer o mesmo que a mim 😂

Em relação ao resultado final, bem se estão à espera de um sonhos iguais ao fritos esqueçam esta receita e procurem uma "normal" no entanto se procuram uma alternativa mais saudável e menos calórica [sobretudo porque não são fritos] o sabor não será exactamente o mesmo mas ainda assim fiquei fã.

O meu irmão chegou mesmo a comentar que na realidade lhe sabia a farturas logo não pode ser mau, certo? 😜

Na receita eu uso uma mistura de farinha de trigo integral e não integral (a farinha normal) é claro que podem sempre substituir a farinha integral pela mesma quantidade de farinha de trigo normal.

Ingredientes:
  • 125g de farinha de trigo
  • 125g de farinha de trigo integral
  • 60g de azeite
  • 200mL de leite
  • 200mL de água´
  • Casca de um limão 
  • 6 ovos grandes
  • Canela em pó q.b.p
  • Açúcar q.b.p
  • Azeite q.b.p

Preparação:

- Colocar num tacho a água, o leite, a casca de limão e o azeite levar ao lume brando até ferver. Assim que começar a ferver colocar as duas farinhas de uma só vez e mexer sem parar até obter uma massa homogénea.

- É importante não tirar do lume até ter uma massa bem homogénea e a descolar do tacho. Assim que a massa começar a descolar do tacho retirar do lume e transferir para uma taça para que arrefeça um pouco.

- Juntar os ovos à massa, um de cada vez, assegurando que a massa fica homogénea antes de adicionar o seguinte. É importante que o ovo fique bem incorporado antes de adicionar o seguinte. 

- Num tabuleiro untado com azeite colocar colheradas de massa com espaço entre elas, uma vez que irão crescer. 
- Levar o tabuleiro ao forno pré aquecido a 180°C até ficarem bem dourados [cerca de 35 minutos] 

- Passar os sonhos pela mistura de açúcar e canela, se por acaso a mistura do açúcar não pegar podem sempre pincelar os sonhos ainda quentes com azeite e passar pela mistura novamente. 

Mesmo que esta receita não seja para fazer agora para os Reis podem sempre esperar até ao próximo natal 😉

Espero que gostem e bom apetite! 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Bolinhos de Cenoura Proteícos

Adoro receitas fáceis de fazer como de resto já devem ter reparado por esta altura e como tal hoje trago uma receita que para além de rápida par fazer também é super simples!
Eu comprei há uma ou duas semanas umas formas e um mini-tachos para ir ao forno e como ainda não os tinha estreado achei que esta seria a oportunidade perfeita para ir inventar mais uma receita na cozinha!
A base é muito simples um cenoura... sim o bolo leva 1 cenoura! No entanto o sabor está bem presente  melhor ainda não é preciso cozinhar antes de cozer os bolos
Fácil de fazer e ideal para qualquer lanche ou pequeno almoço mas vamos lá ao que realmente interessa, a receita.
Ingredientes:
  • 1 Cenoura
  • 2 Ovos 
  • 120g de Farinha de Aveia
  • 1 scoop de proteína de baunilha
  • 3 colheres de sopa de óleo de coco
  • 3 colheres de sopa de açucar
  • 1 colher de sopa de fermento químico
  • 120ml de bebida vegetal (ou leite)
Preparação:

- Colocar na bimby a cenoura carregar no botão turbo algumas veres garantido que fica bem triturada, caso façam num liquificador ralem a cenoura.
- Na velocidade 4 adicionar a bebida vegetal, o óleo de coco, os ovos durante 4 minutos.
- Adicionar a farinha de aveia, a proteína, o açúcar e o fermento na velocidade 2 até ficar homogéneo. 
- Untar as formas e levar em forno pré aquecido a 180ºC durante 1 hora.



Espero que gostem!



terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Bolo Lêvedo



Ontem repeti a receita de bolo levedo que não tinha corrido tão bem e também decidi fazer umas pequenas adaptações para ser mais simples fazer em casa, mas antes um bocadinho de história do bolo lêvedo e também da minha história com ele.

O Bolo Lêvedo é um doce típico e regional do Vale das Furnas na Ilha de São Miguel, Açores. Um bolo, em formato redondo e não muito alto sendo composto por ovos, farinha, açúcar, manteiga, fermento, leite e sal.
A sua origem está relacionada com a presença dos primeiros colonos desta localidade micaelense, constituindo – na altura – a sua base de alimentação. Nos dias de hoje é já uma referência que atraí a curiosidade dos milhares de turistas e apreciado igualmente pelos locais. Diz-se que visitar as Furnas e não provar os famosos bolos lêvedos será como ir a Roma e não ver o Papa.
Dada também a sua popularidade, este bolo que, inicialmente, era consumido de forma simples passou a ser aplicado também na restauração e servido como base de hambúrguer e também com manteiga, queijo e fiambre, apelidado de Bolo Lêvedo misto. Prensado dá-lhe um toque e sabor únicos.
É nas Furnas que também encontra as duas maiores produtores desta especialidade, Maria da Glória Moniz e Rosa Quental. Localmente encontra esta especialidade em qualquer superfície comercial e dada a grande procura, são cada vez mais as padarias a produzir e comercializar este produto.
- byAçores
Já a minha história com o bolo lêvedo começa a visita do meu irmão aos Açores e ter regressado com bolo lêvedo para a família e na altura adorei mas com a minha ida aos Açores, mais propriamente à ilha de São Miguel em Maio de 2017 começou uma pequena paixão por estes bolos (e as queijadas de Vila Franca também mas não são chamadas para aqui agora).

Desde de então sempre que me falavam em bolo lêvedos dava-me sempre aquela saudade de os comer... Até que há umas s emanas o meu irmão foi novamente aos Açores e trouxe outra vez bolo lêvedo para grande felicidade de todos lá em casa!
Mas como o que é bom dura pouco... durou pouco tempo o bolo lêvedo lá em casa, foi então que pensei que era boa ideia tentar recriar em casa. Uma péssima ideia uma vez que agora vou ter que os fazer muitas vezes.

Os ingredientes são muito simples e de estarem em qualquer dispensa em casa, o que só torna a tarefa de os fazer ainda mais simples (para grande desgraça minha) excepto o fermento fresco... Eu admito que 90% do pão feito cá em casa é mesmo com levedura seca e não fresca e que é mais fácil ter sempre cá por casa. A outra alteração que fiz foi utilizar leite meio gordo porque nunca tenho leite gordo em casa, de resto numa receita tão simples, como vão perceber, não há muito para inventar.


Ingredientes:

  • 500g farinha de trigo tipo 65 sem fermento
  • 125g açúcar
  • 125g manteiga
  • 1 saqueta de fermento biológico seco
  • 200ml leite morno
  • 2 Ovos
  • 1 colher de chá de sal
Preparação:

- Colocar num recipiente a farinha fazer um pequeno buraco no centro e adicionar o leite, os ovos, o
açúcar, a manteiga e o fermento. Misture tudo até formar a massa (de preferência com uma colher por causa da textura).

- Adicionar o sal e misturar tudo muito bem com as mãos. Retirar a massa do recipiente e amassar muito bem. Depois da massa bem amassada formar uma bola e polvilhar com farinha e colocar num recipiente, onde ficará a levedar. Deverá ficar num local a uma temperatura amena para levedar sendo que pode demorar uma a duas horas (até duplicar aproximadamente o tamanho).

- Depois de a massa estar levedada, formar pequenas bolas (do tamanho que desejarem, o tamanho de uma pequena laranja funciona bem) e colocar um pano de cozinha polvilhado com farinha a cobrir.
Deixar levedar novamente até aumentarem de volume e até que massa fique mais leve (entre uma a duas horas).

- Aquecer uma frigideira em lume brando. Espalmar ligeiramente os bolos as mãos sobre farinha e colocar na frigideira, até ficarem dourados e fofinhos virar e deixar cozinhar até ficarem bem dourados dos dois lados.

- Retirar para um cesto e cobrir com um pano enquanto se cozinha os restantes.

Estes bolinhos barrados com doce, manteiga, fiambre, queijo ou mistura de vários!!!



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Arkorespira Easy Breathe


Hoje venho cá deixar a minha opinião em relação a este dispositivo da arkopharma.

Mas antes de começar a falar do quer que seja é importante que seja dito que apesar de me ter sido oferecida esta embalagem em nada altera a minha opinião.

Vamos lã então perceber o que é isto do arkorespira é um dispositivo que facilita a entrada de ar, dilatando as narinas internamente, melhorando assim a respiração. Melhora o descanso noturno. Confortável e seguro. Graças ao seu design, adapta-se perfeitamente a qualquer narina sem ter de se preocupar com a queda. Discreto, graças ao seu tamanho e cor transparente, não contém látex e reutilizável até 60 vezes.

Em relação à sua utilização as recomendações da arkofarma são:

Colocação do dispositivo: insira o dispositivo em cada narina exercendo uma pressão suave até que esteja completamente adaptado. Você pode humedecer o dispositivo com água ou soro fisiológico para facilitar sua colocação. Uma vez colocado, você notará um aumento no fluxo de ar entrando nos bolsos nasais.


Remoção do dispositivo: puxe gentilmente a ponte que une os dois cilindros do dispositivo. Para melhor conservação, recomenda-se lavá-lo com sabão e água após cada uso. Mantenha em sua caixa original até o próximo uso, certificando-se de fazê-lo uma vez que esteja completamente seco.

Vou ser muito sincero eu tinha grandes reservas sobre a eficácia e a utilidade.... Mas na realidade acabei por me render e realmente é eficaz e resulta.

Nunca usei o dispositivo à noite para comprovar a alegação de que ajuda o descanso nocturno mas que melhora a respiração não há dúvida!


Esta semana antes de uma das minhas corridas nocturnas senti que tinha o nariz meio entupido o que é sempre complicado até porque estava frio... e já tinha isto parado em cima da minha secretaria à mais de uma semana porque não tinha grande fé no produto, mas como não se perdia nada lá fui experimentar.
A realidade é que assim que coloquei no nariz notei imediatamente a diferença, não que a respiração estivesse absolutamente normal mas ainda assim estava bem melhor! e conforme os quilómetros foram passando melhor a respiração foi ficando melhor.

Para tirar as teimas dois dias depois, já sem congestão nasal, levei para mais uma corrida e a verdade é que me parece que funciona e bem. De tal maneira que este domingo vou usa-lo quando for correr a meia maratona dos descobrimentos!


Até à próxima!