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sexta-feira, 3 de maio de 2019

EDP Rock'n'Roll Madrid Marathon 2019



Como de costume para quem foi seguindo os últimos dias nas redes sociais sabe o resultado da minha ida à maratona de Madrid, no entanto há tanto para dizer e contar que decidi fazer uma publicação sobre o assunto! E preparam-se porque vai quase de certeza sair um pequeno testamento.


É claro que a preparação para uma maratona implica sempre uma certa logística, planeamento de treinos e preparação para o dia da maratona. Mas eu queria fazer uma maratona internacional e Madrid encaixava mesmo bem nos planos (atenção que quando tomei a decisão ainda não estava anunciada a Maratona da Europa)


Também para quem não sabe a maratona de Madrid teve uma alteração de data devido a eleições legislativas em Espanha, sim depois de tudo já marcado e organizado... Mas com alguma ginástica lá ficou tudo resolvido!

Um conselho transversal de todos foi sempre planear tudo bem para que o fim de semana seja uma experiência agradável e inesquecível e foi provavelmente o melhor conselho que me poderiam dar! 
É verdade que foi tudo planeado ao pormenor desde viagens de avião, hotel,
comida, o que levar comigo, o tempo das viagens do hotel para a partida e ainda deu para planear a forma como ter a minha mulher e a minha filha na rotunda das artes mesmo antes da meta no dia da maratona.
Felizmente correu tudo exactamente como planeado.


Agora uma pouco mais sobre a prova, o meu primeiro contacto com a organização
foi na sport expo e só tenho mesmo coisas positivas a dizer. Também é importante dizer que devo ter sido das primeiras pessoas a entrar no dia anterior à prova por isso deu para ter a atenção de quase todos os stands que
estavam presentes. Mas se há coisa que posso dizer é que o tamanho e a organização são totalmente diferentes das provas portuguesas que conheço. Passei uma boa parte da manhã a explorar e a falar com expositores e atletas o que ajuda a entrar no espírito da maratona! 


Depois do almoço ainda fui fazer a minha corrida de activação e "sentir" as ruas de Madrid e o que senti foi a inclinação da cidade mas ainda assim sentia-me muito bem, as pernas levezinhas e com aquele nervoso miúdinho a crescer. Estava estranhamente calmamente nervoso... Não me sentia ansioso mas queria muito começar a viver a prova, e acabei por me deitar cedo e adormecer praticamente logo (também tinha ido no voo das 7:00 para Madrid também deve ter ajudado) 

O dia da maratona também começou cedo! Eram 7:00 e já de pequeno almoço tomado e com tudo preparado lá fui eu fazer a curta viagem de metro até à estação do Paseo de la Castellana, estava fresco o que era um bom sinal para a prova mas também sabia que com o passar do dia a temperatura ia aumentar. 

Com calma tratei dos últimos pormenores vestir os manguitos, ajustar os atacadores e dar-lhes os 3 nós para não haver surpresas, colocar os geles nos sítios, ajustar o dorsal, por no braço o plano de pace para ir consultando e por fim as cápsulas de sal no bolso dos calções. 
Lá fui eu para o bengaleiro, mais uma vez extraordinariamente bem organizado com a entrega feita pelo o último número de dorsal, deixei as minhas coisas e dirigi-me para os WCs portáteis, o tendão de Aquiles de quase qualquer prova que eu conheço, e havia um número impressionante deles e também umas filas já para o compridas mas tudo dentro da normalidade.

Fiz o meu aquecimento antes de seguir para a minha caixa de partida e lá fui eu aguardar a partida. A minha caixa era a das 3h30 e acabou por ser uma óptima situação porque na realidade o plano de treinos dava para um tempo de 3h17 (acho que só partilhei este objectivo antes da prova com a minha mulher e com o Fábio Lima) até porque na minha cabeça eu não estava bem preparado para fazer esse tempo porque provavelmente
implicava sofrer a maratona inteira e eu queria aproveitar toda a prova, mas voltando à partida tinha os primeiros 5km para fazer num ritmo à volta de 4'50-4'55/km e a maioria das pessoas que saíram nesta caixa saíram praticamente da linha de partida com esse ritmo.


E assim foi os primeiros 5km em subida a um ritmo muito controlado e a acreditar mais no plano que tinha sido traçado para esta maratona pois aos 5km estava com 24'09" ou seja 4'50/km. E finalmente ao 6km o percurso era a descer e com o primeiro abastecimento, apesar de ainda não ter propriamente sede mais uma vez voltei aos conselhos do Fábio que me dizia no dia anterior para beber em todos os pontos de abastecimento que a humidade em Madrid se faz sentir... E mesmo sem sentir grande necessidade bebi (talvez a coisa mais inteligente que fiz em toda a prova). As pernas continuavam bem soltas e apesar dos altos e baixos o facto é que as pernas e o público iam empurrando para ritmos mais rápidos e a cabeça tentava fazer exactamente o contrário...

E é depois do segundo posto de abastecimento que estava colocado perto do 9km que comecei a pensar que ia realmente dar para fazer menos de 3h20 sobretudo se tivesse juízo e curiosamente isso também implicava "sentir" a maratona e olhar para a cara de quem vinha a correr comigo e incentivar, ser incentivado, cumprimentar as crianças ao longo do trajecto e correr para o quilómetro 41 onde estaria a minha mulher e filha! 

E os quilómetros foram passando e eu praticamente não dei por eles passarem por mim, de tal maneira que não marquei mais de metade dos quilómetros no relógio... No quilómetro 15 foi a altura de tomar a minha primeira cápsula de sal, o gel e mais água e continuar... Provavelmente num ritmo demasiado forte mas a verdade é que me sentia confortável! 

Do quilómetro 20 ao 25 é impressionante a quantidade de gente na rua a apoiar quem passa!! De repente dei comigo a pensar que estava numa etapa de ciclismo da volta à França é realmente indescritível e é impossível ficar indiferente, há um quartel de bombeiros que fica no percurso pouco depois da Praça  do Sol em que os carros estão à porta e com as sirenes a tocar e a puxar pelos corredores!! 
Perto do Palácio Real eu e mais uns quantos quase que íamos atropelando umas turistas que tentaram atravessar a prova... Felizmente correu bem mas podia ter sido complicado tanto para quem corria como para as turistas.

Depois seguiu-se a casa de campo a parte com menos público de todo o percurso e não menos exigente... Mas sempre em bom ritmo até aos 36km em que o percurso voltava novamente a entrar em subida prolongada! 

Apesar de ter sido bem avisado talvez tenha ido a um ritmo demasiado forte e comecei a ficar menos folgado, ainda confortável mas as pernas já não estavam tão soltas mas tinha a motivação extra da família à minha espera bem perto da meta!! 

Foi nesta altura que o apoio do público foi mais importante para mim e para muita gente que ia ficando pelo caminho a andar, até um bolo folhado me ofereceram e que eu comi com enorme satisfação, foi a única coisa não planeada que comi mas como tinha o abastecimento com água aos 40km não me preocupei! 

O abastecimento dos 40km veio a calhar mesmo bem, uma garrafa de água numa mão e na outra de poweraid e foram as duas num instante, nesta altura o calor já se fazia sentir mas eu nem me lembrei de tirar os manguitos!! Pois tinha a maior motivação mesmo ao virar da esquina. Assim que passei o quilómetro 41 sabia que estava perto e ainda antes de entrar na rotunda antes do Paseo del Prado abrandei um pouco mais o ritmo, pois não ia passar na rotunda sem ver a minha mulher e filha!!


E assim que entrei na rotunda lá estavam as duas do lado esquerdo a agitar a bandeira de Portugal e eu alarguei a trajectória para lhes dizer olá (nesta zona segundo o strava andei a 6'10/km). É difícil explicar a emoção e o sentimento de orgulho que me preencheu naquele momento ver o sorriso e o brilho nos olhos da minha filha ouvir a minha mulher a puxar por mim é indescritível para mim a minha prova estava feita pois sabia que agora era menos de um quilómetro (mesmo que sempre a subir) para a meta! 

Com a bandeira de Portugal na mão, com a emoção de felicidade estampada no rosto, com todo o apoio da impressionante dos espectadores que puxam por que passa incansavelmente lá arranquei novamente para o meu ritmo e pensei acabo na minuto 18 e acelerei até cruzar a linha da meta! Acabei com um tempo impressionante para mim, 3h18:57!



O sentimento de euforia misturando com o cansaço de quem acabou de correr uma maratona fez com que me virasse para a meta e comecei a gritar para quem vinha a acabar!! 

Lá segui para receber o saco com as ofertar, a banana e a medalha. E há um pormenor muito importante.. A medalha é linda!
Foi uma maratona espectacular o facto de ter feito uma prova de trás para a frente acabou por ajudar muito... Fui sempre subindo lugares passando por pessoas e tentando que não desistissem de correr porque eu também já passei por isso e ter alguém a ter a passar a puxar por nós faz muita diferença! 

Assim que acabei pensei em todos os que de uma forma ou de outra me ajudaram a tornar esta maratona uma realidade. Em primeiro lugar a minha família pelo apoio e pela paciência de me aturarem nestas andanças, depois os colegas de trabalho que tornam possível a ida para Madrid mesmo com as alterações da prova e depois um agradecimento a todos os que treinaram comigo mas em especial para o Pedro Amaro, o Fábio Lima, a Miriam Martins, o João Costa, o Tiago de Castela e o Hugo Barbosa. 

O mais impressionante da corrida é que realmente é um desporto individual mas que o colectivo acaba por ser o mais importante!! Pois queremos que as pessoas que se cruzam connosco se superem e que cheguem aos seu objectivos e haverá sempre uma palavra de apoio e de suporte quer as coisas correm bem mas sobretudo quando correm menos bem!! 

Por isso este resultado é tanto meu como vosso!! Obrigado por tudo. 

Fica uma versão resumida e provavelmente mais longa do que deveria mas havia tanto mais para contar!!




terça-feira, 8 de janeiro de 2019

São Silvestre de Lisboa e da Amadora



Este ano sem que nada o tivesse previsto acabei por fazer duas São Silvestres separadas por apenas dois dias!

Como devem ter percebido a São Silvestres de Lisboa acabou por ser uma surpresa para mim, no evento dos 10kapas foi-me sorteado um dorsal e eu como é óbvio que fui!

Em primeiro lugar devo dizer que se alguém tiver aspirações a fazer bons tempos nestas provas escolham uma (e incluam também a dos Olivais). Mas se realmente o objectivo for tempo a de Lisboa é para mim o percurso melhor das 3.

Mas voltemos à São Silvestre de Lisboa, prova na qual nunca tinha participado (dando sempre preferência à da Amadora que explicarei na publicação dedicada à São Silvestre da Amadora) e que impressiona logo pela quantidade de inscritos!

A organização da prova é impecável e logo no dia anterior quando foi para levantar o kit de atleta se começa a sentir que realmente tem que haver organização para as coisas correrem bem.

O meu dorsal era para a caixa de partida de sub-50 da primeira vaga o que significa, mesmo sem grande aspiração de um grande tempo, passar algum tempo aos zig-zags depois da partida.

O no dia da prova estava frio (não tão frio como no 31 na Amadora) o facto de existir um bengaleiro é uma enorme vantagem lá fui eu até a Praça D. João V deixar as minhas coisas sem qualquer espera e stress e fui já a trote para os Restauradores com a ideia de fazer lá o aquecimento.
Quando cheguei lá a elite feminina já estava a fazer o aquecimento e é realmente espectacular poder fazer o aquecimento com atletas de topo (e sim estão realmente a outro nível).

A faltar perto de 15 minutos fui para a entrada do meu bloco de partida com muita confusão, muita gente e a tentar não arrefecer muito e é neste momento que então dá para perceber a dimensão desta prova muita gente pela frente e uma multidão para trás e um ambiente de festa muito bom.

Como previsto o primeiro quilómetro foram difíceis com muita gente e um ritmo muito inconstante sendo que o desnível negativo ajudava a manter um decente os dois seguintes também ainda muito preenchidos já foram mais constantes e foram ambos a 4:21/km. Pelo quarto quilómetro sentiam-me solto e ainda acelerei mais um bocado e fiz a  4:16/km e o quinto a 4:17/km.
O sexto quilómetro era o último plano e o último abaixo de 4:30 até porque não era para dar tudo (sempre com a São Silvestre da Amadora em mente) e era também por esta altura que andava à procura da minha filha e mulher que me tinham ido ver correr.
E sempre uma alegria imensa ter a família a puxar por nós e mais um alento para o resto que faltava e o que faltava era o mais difícil.
Toda a gente fala na subida ao Marquês de Pombal e é uma subida dura mas nada comparada à tortura que o traçado da Amadora. Ainda assim são praticamente 3 quilómetros de subida todos feitos naquele dia a 4:32, 4:35 e 4:37/km mas sem sentir que estava no limite. E tudo o que sobe tem de descer e o último quilómetro é uma loucura se descida que foi feita a 4:02/km e que se fosse com tudo certamente ficava abaixo dos 4:00.
Um tempo de 44:14 que foi bem melhor que o esperado e a fazer contas de como é que seria dali a dois dias...

Apesar de muita gente na chegada as coisas são muito ordeiras e as mantas de sobrevivência e a rápida entrega dos pertences no bengaleiro ajudam à experiência muito agradável de participar nesta prova!

Em conclusão é uma prova muito bem organizada com uma participação espectacular e com muito bom ambiente!


No dia seguinte a correr a São Silvestre de Lisboa lá estava eu a levantar o kit de atleta para outra desta vez a da Amadora!Em relação ao kit de atleta já o tinha dito no meu Instagram que foi o melhor kit que recebi o ano passado.

Eu posso já dizer que a São silvestre da Amadora tem um encanto especial para mim uma vez que foi a primeira prova que senti que estava a correr a "sério" eu explico melhor, até correr a primeira vez a São silvestre da Amadora eu só tinha participado nas minimaratonas da edp que basicamente todos sabemos que é praticamente impossível correr 😁 e na Amadora senti pela primeira vez o que era sentir correr como um "atleta" (se bem que ainda hoje tenho dificuldade em pensar em mim como atleta).
A São silvestre da Amadora tem um público especial que aplaude, puxa e que se entusiasma com quem vai a correr!


Vou ser sincero no dia não estava mesmo com as melhores sensações aliás ainda sentia as pernas cansadas o que para mim não me parecia um bom prenúncio...
Na partida e já com a decisão tomada que ia fazer a subida com o Fábio a esticar e depois ir com ele o máximo de tempo possível e assim foi até ao 5km ainda o fui acompanhando mas depois não deu para mais e lá o deixei de ver e começava a minha corrida comigo próprio sempre com a ideia que ainda seria possível fazer o meu melhor tempo na Amadora mesmo faltando a subida dos comandos e a subida da Rua António Feijó ainda havia esperança e assim foi, sempre com calma mas com a ideia que ainda falta aque bocado que subia até à meta! Foi a dar tudo que ainda deu para chegar aos 43:54 o meu melhor tempo na Amadora.


Não conseguia imaginar um melhor fecho de um ano que me correu bem quer a nível da corrida, profissional e pessoal.


Agora já com planos traçados para 2019 só espero que este ano seja tão bom como o de 2018!



quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Bolinhos de Cenoura Proteícos

Adoro receitas fáceis de fazer como de resto já devem ter reparado por esta altura e como tal hoje trago uma receita que para além de rápida par fazer também é super simples!
Eu comprei há uma ou duas semanas umas formas e um mini-tachos para ir ao forno e como ainda não os tinha estreado achei que esta seria a oportunidade perfeita para ir inventar mais uma receita na cozinha!
A base é muito simples um cenoura... sim o bolo leva 1 cenoura! No entanto o sabor está bem presente  melhor ainda não é preciso cozinhar antes de cozer os bolos
Fácil de fazer e ideal para qualquer lanche ou pequeno almoço mas vamos lá ao que realmente interessa, a receita.
Ingredientes:
  • 1 Cenoura
  • 2 Ovos 
  • 120g de Farinha de Aveia
  • 1 scoop de proteína de baunilha
  • 3 colheres de sopa de óleo de coco
  • 3 colheres de sopa de açucar
  • 1 colher de sopa de fermento químico
  • 120ml de bebida vegetal (ou leite)
Preparação:

- Colocar na bimby a cenoura carregar no botão turbo algumas veres garantido que fica bem triturada, caso façam num liquificador ralem a cenoura.
- Na velocidade 4 adicionar a bebida vegetal, o óleo de coco, os ovos durante 4 minutos.
- Adicionar a farinha de aveia, a proteína, o açúcar e o fermento na velocidade 2 até ficar homogéneo. 
- Untar as formas e levar em forno pré aquecido a 180ºC durante 1 hora.



Espero que gostem!



terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Bolo Lêvedo



Ontem repeti a receita de bolo levedo que não tinha corrido tão bem e também decidi fazer umas pequenas adaptações para ser mais simples fazer em casa, mas antes um bocadinho de história do bolo lêvedo e também da minha história com ele.

O Bolo Lêvedo é um doce típico e regional do Vale das Furnas na Ilha de São Miguel, Açores. Um bolo, em formato redondo e não muito alto sendo composto por ovos, farinha, açúcar, manteiga, fermento, leite e sal.
A sua origem está relacionada com a presença dos primeiros colonos desta localidade micaelense, constituindo – na altura – a sua base de alimentação. Nos dias de hoje é já uma referência que atraí a curiosidade dos milhares de turistas e apreciado igualmente pelos locais. Diz-se que visitar as Furnas e não provar os famosos bolos lêvedos será como ir a Roma e não ver o Papa.
Dada também a sua popularidade, este bolo que, inicialmente, era consumido de forma simples passou a ser aplicado também na restauração e servido como base de hambúrguer e também com manteiga, queijo e fiambre, apelidado de Bolo Lêvedo misto. Prensado dá-lhe um toque e sabor únicos.
É nas Furnas que também encontra as duas maiores produtores desta especialidade, Maria da Glória Moniz e Rosa Quental. Localmente encontra esta especialidade em qualquer superfície comercial e dada a grande procura, são cada vez mais as padarias a produzir e comercializar este produto.
- byAçores
Já a minha história com o bolo lêvedo começa a visita do meu irmão aos Açores e ter regressado com bolo lêvedo para a família e na altura adorei mas com a minha ida aos Açores, mais propriamente à ilha de São Miguel em Maio de 2017 começou uma pequena paixão por estes bolos (e as queijadas de Vila Franca também mas não são chamadas para aqui agora).

Desde de então sempre que me falavam em bolo lêvedos dava-me sempre aquela saudade de os comer... Até que há umas s emanas o meu irmão foi novamente aos Açores e trouxe outra vez bolo lêvedo para grande felicidade de todos lá em casa!
Mas como o que é bom dura pouco... durou pouco tempo o bolo lêvedo lá em casa, foi então que pensei que era boa ideia tentar recriar em casa. Uma péssima ideia uma vez que agora vou ter que os fazer muitas vezes.

Os ingredientes são muito simples e de estarem em qualquer dispensa em casa, o que só torna a tarefa de os fazer ainda mais simples (para grande desgraça minha) excepto o fermento fresco... Eu admito que 90% do pão feito cá em casa é mesmo com levedura seca e não fresca e que é mais fácil ter sempre cá por casa. A outra alteração que fiz foi utilizar leite meio gordo porque nunca tenho leite gordo em casa, de resto numa receita tão simples, como vão perceber, não há muito para inventar.


Ingredientes:

  • 500g farinha de trigo tipo 65 sem fermento
  • 125g açúcar
  • 125g manteiga
  • 1 saqueta de fermento biológico seco
  • 200ml leite morno
  • 2 Ovos
  • 1 colher de chá de sal
Preparação:

- Colocar num recipiente a farinha fazer um pequeno buraco no centro e adicionar o leite, os ovos, o
açúcar, a manteiga e o fermento. Misture tudo até formar a massa (de preferência com uma colher por causa da textura).

- Adicionar o sal e misturar tudo muito bem com as mãos. Retirar a massa do recipiente e amassar muito bem. Depois da massa bem amassada formar uma bola e polvilhar com farinha e colocar num recipiente, onde ficará a levedar. Deverá ficar num local a uma temperatura amena para levedar sendo que pode demorar uma a duas horas (até duplicar aproximadamente o tamanho).

- Depois de a massa estar levedada, formar pequenas bolas (do tamanho que desejarem, o tamanho de uma pequena laranja funciona bem) e colocar um pano de cozinha polvilhado com farinha a cobrir.
Deixar levedar novamente até aumentarem de volume e até que massa fique mais leve (entre uma a duas horas).

- Aquecer uma frigideira em lume brando. Espalmar ligeiramente os bolos as mãos sobre farinha e colocar na frigideira, até ficarem dourados e fofinhos virar e deixar cozinhar até ficarem bem dourados dos dois lados.

- Retirar para um cesto e cobrir com um pano enquanto se cozinha os restantes.

Estes bolinhos barrados com doce, manteiga, fiambre, queijo ou mistura de vários!!!



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Arkorespira Easy Breathe


Hoje venho cá deixar a minha opinião em relação a este dispositivo da arkopharma.

Mas antes de começar a falar do quer que seja é importante que seja dito que apesar de me ter sido oferecida esta embalagem em nada altera a minha opinião.

Vamos lã então perceber o que é isto do arkorespira é um dispositivo que facilita a entrada de ar, dilatando as narinas internamente, melhorando assim a respiração. Melhora o descanso noturno. Confortável e seguro. Graças ao seu design, adapta-se perfeitamente a qualquer narina sem ter de se preocupar com a queda. Discreto, graças ao seu tamanho e cor transparente, não contém látex e reutilizável até 60 vezes.

Em relação à sua utilização as recomendações da arkofarma são:

Colocação do dispositivo: insira o dispositivo em cada narina exercendo uma pressão suave até que esteja completamente adaptado. Você pode humedecer o dispositivo com água ou soro fisiológico para facilitar sua colocação. Uma vez colocado, você notará um aumento no fluxo de ar entrando nos bolsos nasais.


Remoção do dispositivo: puxe gentilmente a ponte que une os dois cilindros do dispositivo. Para melhor conservação, recomenda-se lavá-lo com sabão e água após cada uso. Mantenha em sua caixa original até o próximo uso, certificando-se de fazê-lo uma vez que esteja completamente seco.

Vou ser muito sincero eu tinha grandes reservas sobre a eficácia e a utilidade.... Mas na realidade acabei por me render e realmente é eficaz e resulta.

Nunca usei o dispositivo à noite para comprovar a alegação de que ajuda o descanso nocturno mas que melhora a respiração não há dúvida!


Esta semana antes de uma das minhas corridas nocturnas senti que tinha o nariz meio entupido o que é sempre complicado até porque estava frio... e já tinha isto parado em cima da minha secretaria à mais de uma semana porque não tinha grande fé no produto, mas como não se perdia nada lá fui experimentar.
A realidade é que assim que coloquei no nariz notei imediatamente a diferença, não que a respiração estivesse absolutamente normal mas ainda assim estava bem melhor! e conforme os quilómetros foram passando melhor a respiração foi ficando melhor.

Para tirar as teimas dois dias depois, já sem congestão nasal, levei para mais uma corrida e a verdade é que me parece que funciona e bem. De tal maneira que este domingo vou usa-lo quando for correr a meia maratona dos descobrimentos!


Até à próxima!




segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Amélia: A namorada do Nicolau um brunch a repetir!



Já passou mais de uma semana desde a visita para um brunch no Amélia mas ainda assim não podia deixar de vir aqui partilhar o que achei do brunch neste espaço!

Para quem não sabe é quem já tenha ido ao Nicolau basicamente temos o mesmo menu e conceito sendo que muda obrigatoriamente a localização e também a decoração. E por falar em localização o Amélia fica em Campo de Ourique no centro lisboeta o que significa que se andarem. De transporte próprio preparem-se para uma longa procura de lugar para estacionar...

Assim que se chega à porta, sobretudo ao fim de semana, apercebemos-nos rapidamente que estamos perante um local que está na moda com bastante gente há espera de mesa e que existe inclusivamente uma lista, para informação reservas só mesmo a partir de 8 pessoas, mas a rotação de mesas até é bastante e normalmente se forem 2 ou 3 pessoas até é bastante rápido.
O espaço está muito bem conseguido e com uma decoração bem agradável e interessante cheia de bons pormenores.

Em relação à comida todos escolhemos o menu brunch que se revelou bastante completo e com tudo a ser servido com rapidez e um óptimo sabor! 
No entanto tenho que destacar a panqueca que pode ser servido com um toping à escolha que vai desde o xarope de ácer até ao doce de frutos vermelhos e foi o item que mais gostei! 

Para quem tem crianças pequenas como é o nosso caso é interessante ver que existe um cantinho com canetas, papel e uma mesa para eles poderem pintar e brincar. Não é muito mas é o suficiente para se poderem distrair um pouco enquanto os pais podem usufruir um bocadinho da comida e do espaço. 

Foi realmente um brunch que me agradou e que me deixou com vontade de regressar! 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Real Quinta de Caxias e treino de 21km #003



E assim começou o meu domingo tarde e ainda meio cansado do concerto da noite anterior e como as previsões meteorológicas previam muito calor tinha decidido deixar o treino para o fim do dias!


E o pequeno almoço praticamente ficou em cima da hora de almoço o que levou a eu preparar um almoço de preguiça.


Uma bela pizza vegetariana do Lidl que por sinal é bem saborosa e bem bonita!
E depois de almoço foi mesmo tempo para me dedicar à família e depois de alguma indecisão sobre onde iríamos lá me lembrei de um sítio onde passava diariamente na altura em que trabalhava em Paço de Arcos e que sempre me despertou a curiosidade, a Real Quinta de Caxias!

Posso dizer desde já que não é bem o que pensava que seria...

Na realidade o que encontramos foi um espaço pequeno e pouco cuidado não retirando nenhum do seu charme mas que de facto parece ter necessidade de algumas obras de requalificação. O que é pena porque tem muito potencial para ser um espaço bonito e muito agradável para visitar.


Ainda assim não considero uma perda de tempo visitar sítios novos e aprender um bocadinho da história que nos rodeia.

Fica uma série de registos fotográficos de ontem!


Depois do passeio era hora de voltar a casa e preparar-me para o treino que tinha planeado, 21km ao ritmo de maratona...

E era isto que era suposto eu fazer mas como estava muito calor eu decidi que ia correr os 21km apenas pelo que ia sentindo de forma a fazer com calma e sem grandes sobressaltos. A realidade é que tanto as pernas como os pulmões foram sempre dando boas sensações só quando cheguei aos 12km e olhei para o relógio é que reparei que ia com uma media de 5:00/km bem mais rápido do que seria suposto e pensei imediatamente que ia pagar a factura mais tarde.... Os quilómetros foram passando e sempre com as pernas bem até que cheguei aos 21km e para meu espanto tinha terminado com média de 5:04/km. E para maior espanto tudo feito com as temperaturas ainda a rondarem os 30ºC!

A poucas semanas da maratona cada vez mais vejo-me a correr os 42km sem ser um total sofrimento... mas só o tempo dirá!

Até amanhá... 






sábado, 22 de setembro de 2018

O regresso ao blogue.... #001


Hoje durante a minha corrida diária dei por mim a pensar no blogue, ultimamente a minha atenção tem andado muito no Instagram e sobretudo na minha vida fora das redes sociais deixando muito pouco tempo para escrever conteúdo para o blogue.
Mas mais pensava no assunto e menos sentido me fazia e de repente dei comigo com uma pergunta muito pertinente... Mas porque é que eu não começo a relatar os meus treinos de corrida diários ou pelo menos semanalmente? O outros eventos que ocorrem no meu dia a dia? Afinal de contas esse é mesmo o objetivo de um blogue! As receitas vão continuar a ser parte muito importante mas provavelmente não serão o tópico mais central do blogue.

Afinal de contas o blogue chama-se Pão, comida e afins e por isso a comida, tal como no Instagram vai continuar a ter um lugar especial 😉

Amanhã começo a experimentar esta nova filosofia do blogue e depois mais para a frente decido se mantenho este formato e que ajustes terei que fazer!

Até amanhã!

sábado, 28 de julho de 2018

Bolo Proteico de Chocolate e Maça



Eu sei que prometi esta receita já e demorou a aparecer no blogue mas a minha falta de tempo crónica assim me obrigou a só conseguir publicar a receita agora!


Como quase todas as receitas que aqui aparecem no blogue não é propriamente um rasgo de inspiração divina mas é claro que horas passadas no instagram me vão dando alguma da inspiração e também a necessidade é um grande motor de criação, neste caso a necessidade era mesmo dar uso a maças que já estavam a ficar podres e como eu simplesmente detesto deitar fora comida tinha mesmo que as usar, e assim nasceu este bolo! 😀

Só para o caso a receita é quase igual ao bolo de kiwi que já está no blogue :)

Como sempre receitas simples apenas com a diferença que esta receita leva proteína de chocolate o que acredito que nem todas as pessoas possam ter em casa... Ainda assim nada de transcendente.


O bolo não fica a coisa mais leve do mundo mas o miolo é bem fofinho e eu acabei por o comer de diversas formas, desde à fatia até com iogurte grego.


Ingredientes:

  • 170g de flocos integrais de aveia
  • 80g de proteína vegetal com sabor a chocolate
  • 2 Ovos médios
  • 30g de oleo de coco
  • 250g de iogurte grego ligeiro 
  • 2 maças (1 e 1/2 em pedaços e 1/2 em fatias para decorar o topo do bolo)
Preparação:

 - Misturar todos os ingrediente secos;
 - Misturar todos os ingredientes líquidos;
 - Misturar os ingredientes secos com os líquidos até ter uma massa homogénea e incorporar a maça em pedaços;
 - Colocar a massa em forma untada, colocar a maça em fatias para decorar e cozer em forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 40 minutos (fazer o teste do palito ajuda a perceber melhor se já está ou não pronto)

Simples certo? Eu adorei e vou repetir de certeza a receita, quero saber o vosso feedback!


Bom apetite!





sábado, 21 de julho de 2018

Novos cereais Fitness e Lion em formato CUP



A Nestlé fez-me chegar dois dos seu cereais no novo formato em CUP em relação ao cereais em si não existe grande novidade os fitness por esta altura já todos devem conhecer e que é que nunca comeu um lion na vida 😂



A grande novidade é mesmo o novo formato em CUP, ou seja uma dose individual dos cereais que os levam para um novo patamar e para um público que até agora não os consumia porque não eram práticos e para aqueles dias em que o tempo não abunda e que não dá para prepara os lanches para levar ou mesmo para aqueles dias em que o despertador nos prega uma partida são mesmo bons.

A preparação não podia ser mais simples que abrir a tampa, juntar leite (ou substitutos vegetais como é o meu caso) e comer!

Por isso se me perguntarem se para mim é opção ideal para todos os pequenos almoços, para mim não é mas como parte de uma dieta variada e em dias mais atribulados é uma óptima opção.




Lembrei-me de mais uma coisa ontem perguntara-me se eu não achava que tinham muito açúcar, ter em atenção que esta mesma pessoa quando não tem tempo vai a uma pastelaria comer um bolo e beber um café para o pequeno almoço 😕. Por isso não é óbvio que tem açúcar mas a menos que se esteja em redução de hidratos de carbono por alguma razão especifica não é assim uma quantidade tão grande.

Ainda não os vi mas segundo a Nestlé vão estar à venda nas principais cadeias de supermercados.

Até uma próxima.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Prozis Garrafa Kool




Estou de volta com mais uma análise a um produto e desta vez um bocadinho diferente do tipo de coisa que costumo utilizar uma garrafa no entanto esta garrafa acabou por conquistar o seu espaço nas coisas com que ando diariamente, eu explico mais à frente o porque.

Mas afinal que garrafa é esta e o que tem de diferente numa altura em que andamos todos, ou pelo menos assim eu espero, a substituir o plástico por recipientes mais amigos do ambiente e reutilizáveis e que o mercado cada vez anda mais competitivo e com cada vez melhores opções e também para todos os gostos?

Tenho que fazer uma nota à forma de como esta garrafa nos chega as mãos, uma embalagem com um
feeling algo premium com um cartão grosso para acondicionar e proteger a garrafa, mas melhora pois ao retirar a tampa descobri que vem acompanhada de um saco em pano que mais uma vez protege e serve para transportar.

Bem para começar é uma garrafa com um tamanho jeitoso com uma capacidade de 500mL e essa para mim acaba por ser a maior razão pela qual ganhou o seu espaço no meu dia a dia, a garrafa que eu tenho é a Jet Black se bem que existem cores que nunca mais acabam e certamente dá para encontrar uma que se goste, é construída em aço inoxidável o que significa quem em principio terá uma bola longevidade e depois disto tudo é também térmica.

Para mim o facto da garrafa ser térmica é talvez a característica, a par da estética e tamanho, que me convenceu o facto de manter a água fresca que levo para a praia ou piscina em dias bem quentes é simplesmente impecável mas também é capaz de manter o café quente durante quase durante um dias inteiro é algo que a tona quase perfeita.

Sim disse quase perfeita porque infelizmente não se pode ter tudo para mim o maior defeito é o peso a garrafa com 500mL de líquido no interior é pesada, aliás nota-se especialmente que a garrafa é pesada quando esta vazia, o saco ajuda no transporte mas acaba por não desaparecer o facto de estarmos a carregar uma coisa pesada.

Espero que gostem da review aproveito para deixar claro que não se trata de uma opinião paga mas sim a minha opinião pessoal em relação ao produto caso queiram  comprar o produto deixo o link e se quiserem podem usar o cupão PAOCA-PRZ10 para terem 10% de desconto (o desconto é aplicável a toda a loja)

Até à próxima!