domingo, 30 de outubro de 2016

Pão de Limão



Este pão é uma tentativa minha de recriar um pão que comi no Restaurante Flores que tinha um sabor maravilhoso a limão e que me surpreendeu pela positiva e apesar da receita que criei não ter ficado exactamente como o pão original posso dizer que o resultado me agradou (mas estou a ver-me a regressar à tentativa de recrear o pão original com uma outra receita).

Como se trata de um primeira tentativa a farinha que usei foi trigo T65, em primeiro lugar porque é mais fácil de trabalhar e em segundo lugar porque é mais barata que as integrais :P (e já tive experiências que correram bastante mal com alguns pães).

Mas vamos então ao processo de recrear o pão... O original tinha um sabor intenso a limão sobretudo quando se trincavam o que aparentavam ser bocados da casca de limão, logo teria que utilizar raspa de limão, no entanto eu queria um sabor mais uniforme pelo pão então decidi usar também o sumo de limão (o que até nem me parece que tenha corrido assim tão mal), mas vamos lá à receita!

Ingredientes:


  • 550g de farinha de trigo 65
  • 11g de fermento biológico seco
  • 330g de água
  • 1 colher de chá de sal
  • Raspa de meio limão (o limão que usei era relativamente grande)
  • Sumo de meio limão



Preparação tradicional:
- Colocar a água tépida (atenção: a água deve estar à temperatura corporal, ceca de 37ºC) e o fermento e misturar bem, reservar a mistura enquanto se prepara os restantes ingredientes.
- Misturar a farinha o sal, o azeite, o sumo e raspa de limão e juntar os ingredientes do passo anterior e amassar numa bancada enfarinhada.
- Ir adicionando farinha à bancada até obter uma massa bem amassada e moldar o pão.
Colocar o pão num tabuleiro levar ao forno pré aquecido a 220°C durante 25 minutos, para obter uma crosta mais estaladiça nos pães colocar um recipiente com água no forno para criar um ambiente húmido.

Preparação na bimby:
- Colocar a água e o fermento durante 2 minutos a 37° na velocidade 3.
- Junte a farinha, o sal e o azeite, a raspa e o sumo do limão ao restante no copo e programar a bimby
durante 5 min na velocidade espiga.
- Se a massa ainda estiver muito pegajosa, deitar mais farinha (pouca de cada vez) e programe mais alguns segundos velocidade espiga.
- Colocar a massa numa bancada com farinha e com as mãos enfarinhadas moldar o pão.
Coloque o pão num tabuleiro levar ao forno pré aquecido a 220°C durante 25 minutos, para obter uma crosta mais estaladiça nos pães colocar um recipiente com água no forno para criar um ambiente húmido.


Tenho que admitir que apesar de não ter ficado exactamente como o original ficou muito bom mas "infelizmente" é um pão que "pede" para ser comido com doce :P. E algo me diz que não vais ser a única versão deste pão no blogue...

Espero que gostem e bom apetite!


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Castanhas Assadas




Se há coisa que para mim grita Outono são as castanhas (pronto a abóbora também)! E se há coisa que eu gosto é de castanhas assadas, por isso hoje trago-vos o meu método para assar castanhas no forno cá de casa (bem sei que com carvão e um assador de barro ficam melhores mas cada um faz com o que tem :D)

Como seria de esperar assar castanhas, sobretudo em casa, não tem grande ciência mas existem sempre alguns truques que facilitam sobretudo a altura de as descascar quando as queremos comer! Por isso vou descrever como é que costumo preparar e cozinhar as minhas castanhas, sei que não é bem uma receita e por essa mesma razão o formato também vai ser um pouco diferente das receitas vai acabar por ser mais uma descrição do processo em si e dos "truques".

Em primeiro lugar o famoso corte na "barriga" da castanha que permite não só permite que as
castanhas cozinhem mais depressa como permite que o sal e a água entrem na castanha.

Depois passo as castanhas por água e escorro-as muito bem e depois vão para um tabuleiro para serem salpicadas com uma quantidade generosa de sal (generosa significa mesmo uma boa quantidade de sal (vejam as fotografias :D)

Depois seguem para o forno pré aquecido a 200ºC dutante 30 a 25 minutos e para as tornar mais fáceis de descascar ligo a ventilação do forno e deixo mais 10 minutos (a ventilação e o facto de termos molhado as castanhas antes faz com que se tornem bem mais fáceis de descascar).

Mais simples deve ser impossível :)

Espero que gostem e experimentem,
bom apetite!


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pão de Trigo Integral, Centeio Integral e Alfarroba


Esta receita começou a ser pensada já à algum tempo sobretudo porque há já uns anos tinha provado um bolo de alfarroba no Algarve e tinha ficado fã do sabor. O meu encontro seguinte foi com pão de alfarroba (mistura de trigo com farinha de alfarroba) mas a percentagem de alfarroba era tão baixa pouco ou nada do sabor se mantinha.

Vou ser sincero farinha de alfarroba não é propriamente a mais fácil de encontrar, provavelmente só a irão encontrar em lojas de produtos biológicos tipo celeiro e afins (já agora se souberem de mais sítios deixem nos comentários onde encontrar) e não é das mais baratas.

O pó ou farinha de alfarroba derivado da polpa da vagem torrada e moída é utilizado para substituir o cacau. É uma vagem comestível, de cor escura (entre o castanho e negro), que pode ter entre 10 e 25 cm de comprimento e demora um ano a amadurecer. A alfarroba não possui qualquer agente alérgico ou estimulante tais como a cafeína presentes no cacau. Embora apresente um alto teor de açúcares possui um baixo conteúdo calórico devido à quantidade quase imperceptível de gorduras e alta quantidade de fibras naturais. O efeito benéfico dessas fibras naturais na flora intestinal se dá pela protecção da membrana mucosa do intestino, bem como pela redução significativa da incidência de diarreias indefinidas, desordens nutricionais e incidência de úlceras. A alfarroba, também designada por "chocolate saudável" é utilizada em vários processos industriais, nomeadamente na cosmética, alimentar e farmacêutica, sendo nesta última empregada apenas como espessaste para dar forma a alguns comprimidos.

No entanto para quem conhece a farinha de alfarroba tem um sabor característico e forte por isso a quantidade a utilizar no pão é pequena.

Posso dizer que esta receita foi daquelas que me levou algum tempo a acertar de forma a que o pão ficasse como queria, sendo que tive pães de alfarroba que ficaram óptimos mas não era bem aquilo que pretendia... A receita foi preparada na bimby (eu sei que até nem é muito normal preparar pão na bimby mas por uma questão de tempo foi mais fácil amassar assim).

Ingredientes:
250g de Farinha de Trigo Integral
250g de Farinha de Centeio Integral
30g de Farinha de Alfarroba
7g de Fermento biológico seco
300g de Água
1 colher de chá de sal

Preparação:
- Colocar no copo a água e o fermento e programar 1 min 30 seg a 37º C na velocidade 2.
- Adicionar as farinhas e o sal e programar 3 minutos na velocidade Espiga e deixar levedar cerca de 2 horas ou até a massa duplicar de volume.
- Levar ao forno, pré-aquecido a 200º, cerca de 30 a 35 minutos.


O pão fica uma delícia experimentem e bom apetite!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Pão de Trigo Integral, Farelo de aveia e Flocos de Aveia


Mais uns tempos de ausência do blogue, muito devido a grande falta de tempo que me tem afastado do blogue (mas já sabem com presença assídua no instagram e facebook), mas de regresso com mais uma receita e como não poderia deixar de ser uma receita de pão.


Esta receita é mais uma daquelas que nasce sem grande ciência e mais de experimentação, tinha cá por casa farinha de trigo integral mas não em quantidade suficiente para fazer um pão exclusivamente de trigo integral como tal decidi juntar flocos de aveia e farelo de aveia. Bem o resultado foi bastante positivo e saboroso, apesar de ser um pão mais pesado (ou mesmo massudo) não lhe falta sabor.

Mais uma vez os ingredientes são bem simples e fáceis de encontrar e ter em casa e fica sempre bem num dia frio de outono ou inverno.

Ingredientes:
230gr de Trigo Integral
100gr de farelo de Aveia
100gr de Flocos de aveia
200gr de água (depende da farinha e farelos)
5g de azeite
Sal q.b (eu utilizei uma colher de sobremesa de sal)
5g de levedura seca biologica

Preparação:
- Juntar um pouco de água tépida com a levedura e deixar repousar durante 5 minutos.
- Misturar todos os ingredientes secos.
- Adicionar o azeite, a agua e a levedura hidratada e começar a amassar.
- Depois de amassada deixar levedar cerca de 2 horas (pode levar mais tempo dependendo da temperatura).
- Levar a forno pré aquecido a 200ºC 40 minutos.


Bom apetite!

domingo, 25 de setembro de 2016

Panquecas de Batata doce


Eu tenho que admitir que sou grande fã de panquecas ao pequeno almoço, mesmo que isso signifique deitar-me mais tarde que o suposto ou levantar-me bem mais cedo para as fazer. Sou também um grande adepto da simplicidade logo esta receita é óptima para mim uma vez que leva apenas 3 ingredientes.

Sempre que é cozida [ou assada] batata doce cá em casa sobra sempre por mais que uma razão, sendo que a primeira é que sou um exagerado como tal cozinho sempre, segundo porque nunca me canso de comer batata doce e como tal não me chateia nada que sobre e em terceiro lugar porque existem sempre formas engraçadas de dar um "fim" a tanta batata! Desta vez o destino do que sobrou da batata foram as panquecas.

Já não sei muito bem de onde é que veio a receita original, sendo que ainda era mais simples que esta, lembro-me no entanto que só levava 2 ingredientes, batata doce e ovos, No entanto a massa ficava sempre pesada e muito complicada de formar panquecas como tal comecei a adicionar bebida vegetal para que a massa ficasse mais "leve" e o como tinha a ideia da textura que pretendia foi adicionar até atingir o ponto ideal!

Sei que foi uma divagação um boacadinho mais longa do que costumo fazer mas de qualquer das maneiras aqui vai a receita.

Ingredientes:
100gr de batata doce cozinhada
1 ovo
5ml de bebida vegetal

Preparação:
- Esmagar bem a batata doce cozinhada
- Misturar bem a batata doce com ovo com uma vara de arames (ou mesmo a varinha mágica)
- Adicionar bebida vegetal até obter a textura desejada (pode ser necessário adicionar mais bebida vegetal para obter a consistência desejada)
- Cozinhar numa frigideira anti aderente e deixar cozinhar cada lado cerca 3 a 5 minutos.

A receita rende 5 panquecas (de pequeno diâmetro)

Informação nutricional:
Calorias Totais: 168kcal
Gorduras: 6,2gCarboidratos: 21,2g
Proteína: 7,8
g

Espero que gostem e bom apetite!




segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Açúcar, o grande inimigo?


Um dos temas que vejo a ser abordado vezes sem conta na Internet é a questão do açúcar sendo que vejo muitas vezes a ser tudo atirado para o mesmo saco e que devemos cortar todos os hidratos de carbono [sim não são carbohidratos , pelo menos deste lado do Atlântico] entre outras confusão que para aí andam.

Tenho que pedir desculpa desde já pela quantidade de de informação que se segue :) mas para tentar explicar isso tem mesmo que ser...

[Pequeno aviso: Não sou nutricionista e se precisam de ajuda em relação à questões de alimentação procurem um bom profissional que vos possa ajudar com tudo a que têm direito e não se limitem a ler coisas na internet também existe muita má informação]  


Os hidratos de carbono são um dos três macronutrientes da nossa dieta [os outros são as gorduras e as proteínas] e representam a mais importante fonte de energia para o organismo e são essenciais para uma dieta variada e equilibrada. Os hidratos de carbono são constituídos por sacarídeos e podem ser classificados de acordo com o número de unidades de açúcar combinados entre si, formando uma molécula.

1 - Açúcares simples e políois

A glicose e a frutose são açúcares simples, ou monossacarídeos, e podem ser encontrados na fruta, cereais, nos produtos hortícolas e no mel. O açúcar de mesa ou sacarose é um dissacarídeo de glicose e frutose e ocorre naturalmente tanto na beterraba sacarina, como na cana-de-açúcar e na fruta. A lactose, um dissacarídeo constituído por glicose e galactose, é o principal açúcar do leite e dos produtos lácteos, sendo a maltose um dissacarídeo de glicose que está presente no malte e em xaropes derivados de amido. O açúcar de mesa (sacarose) e o xarope de glicose-frutose contêm ambos glicose e frutose, quer na forma livre (xarope de glicose-frutose) ou na forma combinada (sacarose).

Os polióis também conhecidos como álcoois do açúcar. Eles ocorrem naturalmente, mas na sua maioria são formados industrialmente pela transformação dos açúcares. O sorbitol é o poliol utilizado com mais frequência; o xilitol é frequentemente usado em pastilhas elásticas e rebuçados de menta. O isomalte é outro poliol usado na confeitaria e é produzido a partir da sacarose. Os polióis são doces e podem ser utilizados nos géneros alimentícios de forma semelhante aos açúcares, embora possam ter um efeito laxativo quando ingeridos em quantidades excessivas.

2 -  Oligossacarídeos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define os oligossacarídeos como hidratos de carbono formados por unidades de açúcar 3-9 (os monossacarídeos), embora outras definições aceitem comprimentos de cadeia ligeiramente mais longos. Os fruto-oligossacarídeos contêm até 9 unidades de glicose e são produzidos comercialmente por hidrólise parcial (ou quebra enzimática) da inulina. A rafinose e a estaquiose encontram-se apenas em pequenas quantidades em algumas leguminosas, cereais, produtos hortícolas e mel.

3 -  Polissacarídeos

Os Polissacarídeos são constituídos por mais de 10, ou até vários milhares, de unidades de açúcar. O amido é a principal reserva de energia dos cereais. É composto por longas cadeias de glicose em forma de grânulos, cuja forma e tamanho varia de acordo com a planta na qual está presente. O equivalente correspondente em animais e humanos denomina-se glicogénio (consulte a secção 3.1).
Os polissacarídeos não amiláceos são os principais componentes da fibra alimentar. Entre eles incluem-se a celulose, a hemicelulose, a inulina, pectinas e gomas. A celulose é o principal componente das paredes celulares da planta e é composta de vários milhares de unidades de glicose. Os componentes presentes na fibra alimentar têm diferentes estruturas e diferentes propriedades físicas.Uma característica distintiva das fibras alimentares é os seres humanos não as poderem digerir. Contudo, alguns tipos de fibra podem ser metabolizados por bactérias do intestino para dar origem a compostos que as células do intestino humano podem utilizar para produção de energia. Daí o seu teor energético mais baixo que a média em comparação com a maioria dos outros hidratos de carbono

A principal função dos hidratos de carbono é fornecer energia, mas também desempenham um papel importante na estrutura e função das células, tecidos e órgãos, bem como na formação de estruturas de hidratos de carbono na superfície das células.

Depois desta avalanche toda de informação espero que ajude a esclarecer mais um bocadinho as coisas, sendo que não vou entrar com o Índice glicémico dos alimentos [fica para outro post].

Mas vamos lá rever esta informação toda e esclarecer algumas das barbaridades que tenho lido:
Deve-se retirar os hidratos de carbono da dieta: NÃO (assim como qualquer outro macronutriente) 
Deve-se retirar todos os açúcares simples da dieta: Bem esta é mais traiçoeira mas actualmente a OMS sugere que se deve limitar bastante a sua ingestão não ultrapassando os 10% das calorias totais diárias.

E sim actualmente os açúcares simples estão presentes em grande quantidade na alimentação padrão ocidental onde os alimentos processados e industrializados fazem uma utilização extensiva deste tipo de açucares. Por isso hoje em dia é cada vez mais importante saber o que procurar na rotulagem dos alimente e saber interpretar a informação dada [mas isso fica para um outro post].

Deixem as vossas dúvidas e opiniões nos comentários, espero que tenham gostado!

sábado, 25 de junho de 2016

Bolacha de arroz com chocolate preto e coco/malagueta




É importante dizer que esta receita na realidade não é uma invenção propriamente dita. Mas uma tentativa [e na minha opinião conseguida]  de um produto que vi à venda em vários hipermercados. No entanto esses produtos na minha opinião têm dois problemas, o preço e a quantidade de açúcar.
E tal como eu suspeitava fazer em casa não só fica mais barato como a informação nutricional é mais interessante das que se vêm à venda. E não podiam ser mais fáceis de fazer. E com uma lista de ingredientes muito curta.

São apenas duas sugestões que podem fazer mas em vez do coco ou da malagueta podem substituir por fruta desidratada, doce [ou o que a vossa imaginação conseguir produzir]

Ingredientes:
  • 8 bolachas de arroz com sal
  • 70g de chocolate (a minha escolha recai sempre em chocolates com percentagens sempre superiores a 70%)
  • Coco ralado ou malagueta q.b














Preparação:

- Derreter o chocolate em banho maria
- Cobrir um dos lados da bolacha de arroz
- Passar o lado coberto com chocolate quer por coco ou pelas especiarias.


Mais simples é difícil mas fica a garantia que o resultado é muito saboroso, se podia ser menos calórico.... podia mas não era a mesma coisa :P


Informação nutricional (por bolacha)
Calorias Totais: 84kcal
Gorduras: 4,2
g
Carboidratos: 9,8g
Proteína: 1,2g

Um bom apetite a todos e vou tentar estar mais presente no blogue (se bem que não tem sido fácil) mas já sabem que me podem seguir no instagram que normalmente ando sempre por lá :) 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Bolachas de Aveia, Laranja e Coco [Vegan]



Ultimamente parece que ando a fazer muitas receitas de bolachas (pode ser porque a última receita não me convenceu completamente, mas ao contrario das últimas estas são um bocadinho menos saudáveis). 

Sempre que ligo o forno tento sempre aproveitar para fazer o máximo de coisas, o jantar ou almoço, pão, bolachas, bolos, barras de cereais... enfim. E como gosto de variar nas receitas que vou fazendo conforme os ingredientes que vão havendo cá por casa (e ultimamente tem existido um afluxo constante de laranjas) decidi fazer esta receita.

O resultado é mesmo bom, bolachas saborosas muito estaladiças e que se mantém assim pelo menos durante uns 3 a 4 dias.

A lista de ingredientes é relativamente simples e sem nada de especial assim como a preparação também é bastante simples ainda assim é uma receita vegan (que pode não ser caso queiram usar ovos ou manteiga), mas vamos lá então ao que interessa!

Ingredientes:
  • 125g de margarina à temperatura ambiente (ou manteiga também resulta bem)
  • 150g de açúcar amarelo
  • 2 ovos de linhaça (1 colher de sopa linhaça moída com 3 colher de sopa de água e aguardar 20 minutos) ou um ovo grande (ou dois pequenos)
  • Raspa da casca de uma laranja
  • 50g de coco ralado
  • 150g Farinha de trigo
  • 1 colher de café de fermento em pó
  • 140g de flocos de aveia
Preparação:

- Juntar os ingredientes secos (açúcar amarelo, raspa de laranja, coco ralado, farinha de trigo, flocos de aveia e o fermento) e misturar até ficar com uma mistura homogénea.
- Juntar a margarina e a linhaça hidratada ao preparado seco e misturar bem (esta parte é especialmente interessante se existirem crianças em casa  porque é a oportunidade de porem literalmente as mão na massa) até ficar com uma massa coesa.
- Caso a massa esteja muito mole levar ao frigorífico para a tornar uma bocadinha mais firme ( se usarem manteiga a massa vai ficar sempre mais firme que com margarina)
- Podem formar as bolachas de duas formas ou usam uma colher de chá ou sobremesa para retirar pequenas porções ou formam um cilindro com a massa  e cortam com uma faca discos oara formar as bolachas e colocar em ambos os casos num tabuleiro forrado com tapete de silicone ou papel vegetal (não é preciso untar).
- Levar a forno pré-aquecido a 180ºC até as pontas começarem a corar. 
- Retirar do forno e colocar sobre uma rede para arrefecerem.

Esta receita rendou-me 25 bolachas (pode render mais ou menos dependendo do tamanho das bolachas, não se esqueças que isso depois altera os macros por bolacha) depois de frios convém guardar num recipiente hermético para que as bolachas não fiquem moles... 

Informação nutricional (por bolacha)

Calorias Totais: 101kcal
Gorduras: 3,9g
Carboidratos: 12,4g
Proteína: 1,5g



Não são as bolachas mais light que estão aqui no blogue mas também não são assim tão más :) Dá para serem comidas antes de um treino mais exigente.

Espero que gostem e até à próxima!


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Manteiga de Amendoim Caseira



Mais ou menos todos os blogues (pelo menos os que tem alguma orientação para a comida saudável) têm uma receita de como fazer manteiga 100% de amendoim. E cá está a receita de manteiga de amendoim para o blogue!

A receita é super simples como devem ter adivinhado só leva amendoins. Apenas um pequeno aviso, se não tiverem uma trituradora bem decente, uma bimby ou semelhante esqueçam porque para fazer manteiga de amendoim tem que se triturar valentemente os amendoins até formar a manteiga....



Ingredientes:
  • Amendoins (de preferência torrados) descascados




Preparação:

- Colocar os amendoins descascados no triturados/bimby ligar em velocidade alta até formar manteiga lisa perfeitamente homogénea.
- Pequena nota: Tritura os amendoim gera imensa fricção entre as lâminas e os próprios amendoins que gera  uma quantidade enorme de calor, caso a mistura começar a aquecer, desliguem esperem que a mistura arrefeça antes de voltar a triturar.

É inegável que o resultado é bom, muito bom mesmo sobretudo para quem gosta muito (viciado mesmo) de manteiga de amendoim. Mas posso dizer que provavelmente foi a última vez que fiz manteiga de amendoim em casa por várias razões, em primeiro lugar porque dá uma trabalheira descascar os amendoins como devem imaginar o preço dos amendoins já descascados são estupidamente caros o que nos leva ao segundo ponto, o preço a que fica fazer a manteiga de amendoim uma vez que para além do preço dos amendoins (que não são propriamente baratos) mas também a electricidade que é gasta pela trituradora/bimby quando funcionam.

Como também devem saber felizmente existem alternativas no mercado de manteiga de amendoim feita só com amendoins com embalagens de 1kg a variar de preço entre os 4 e os 6€, logo não rende financeiramente fazer a manteiga de amendoim em casa e se o quiserem fazer têm como o fazer...



Bom apetite!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Bolo de Laranja e Limão ao vapor



Hoje trago uma receita que fica óptima mas não é nada light (às vezes tem que ser). Este bolo fica espectacular e fez sucesso imediato cá em casa assim que o provaram. O bolo fica super fofinho e húmido e muito macio, e fica assim durante dias desde que fique minimamente coberto para não secar. O sabor a citrinos fica mesmo bem e funciona bem como sobremesa, lanche, pequeno almoço... bem a qualquer momento e em qualquer lugar.

O bolo é simples de se preparar, sobretudo porque usa a bimby para toda a preparação do bolo, como já é costume pode ser perfeitamente adaptada a outros robôs de cozinha.

Ingredientes:

  • Sumo de 2 laranjas
  • Raspa de 1 limão
  • 1kg de água
  • 260g de farinha com fermento
  • 200g de açúcar
  • 170g de leite (pode ser substituido por uma bebida vegetal)
  • 170g de óleo
  • 70g de farinha maizena
  • 4 ovos
  • 1 colher de chá de fermento químico em pó
  • Manteiga para untar a forma
  • Farinha para polvilhar a forma
  • Açúcar para pulvilhar
Preparação:

- Untar a forma com manteiga e polvilhar farinha.
- Colocar no copo o açúcar e a raspa de um limão e triturar durante 10 segundos na velocidade 10.
- Adicionar o sumo de 2 laranjas.
- Juntar as farinhas o óleo, os ovos e o fermento e programe 30 segundos na velocidade 5.
- Verter o conteúdo do copo para a forma.
- Limpar o copo e colocar a água e montar a varoma, colocar a forma na varoma e cobrir com papel de alumínio.
- Fazer furos no papel de alumínio para permitir que o vapor saia.
- Programar a bimby na temperatura varoma durante 50 minutos na velocidade 2, no final verificar se está cozido.
-  Deixar arrefecer, desenformar e polvilhar com açúcar.


O difícil é resistir a comer só uma fatia porque o bolo é tão bom que apetece sempre comer mais uma fatia.


Espero que gostem e bom apetite!